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  • Foto do escritorTiago Zaniratti

Seus filhos estão sempre no celular?

Há tanto para falar e refletir sobre esse tema!

Seus filhos estão sempre no celular? Você tem dificuldades de estabelecer limites?

Você já ouviu falar em Literacia Midiática? Se você é pai/mãe ou responsável por crianças, dedique uns minutos para pensar sobre isso:


 

Entende-se por literacia mediática a capacidade de aceder aos media, de compreender e avaliar de modo crítico os diferentes aspetos dos media e dos seus conteúdos e de criar comunicações em diversos contextos (Lopes, 2011, citado por Comunicação da Comissão de Comunidades Europeias, 2007).

Para arredondar a compreensão e mostrar onde quero chegar com esse papo: literacia midiática é a capacidade de acessar os diferentes meios de comunicação com plena capacidade de avaliar criticamente os diferentes aspectos desta mídia (e de seus conteúdos e riscos). Ponto de alerta: em um mundo contaminado por notícias falsas (fake News), criadas com intuito de nublar seu senso crítico de adulto… pense que crianças precisam muito de sua ajuda para desenvolver sua literacia midiática!




Em 2020 desenvolvi com alguns colegas um trabalho para aula de Educação e Media na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação na Universidade de Coimbra (Portugal) durante o semestre de intercâmbio. O desafio era propor uma intervenção voltada para a educação midiática. Logo pensamos no quanto a aprendizagem das crianças é modelada pela atitude dos pais. Outro ponto importante é o quanto os pais dominam o uso das mídias e o quanto sua própria literacia midiática está desenvolvida.


A capacidade de estabelecer regras (e mantê-las) também é fundamental aos pais ou responsáveis por crianças, pois a ideia não é restringir o acesso das crianças às mídias, e sim dar acesso de forma segura, acompanhada, possibilitando que as crianças possam desenvolver o senso crítico com relação às mídia desenvolvendo sua literacia midiática.


Alguns pontos que podem ajudar a repensar suas táticas para administrar o acesso de suas crianças às mídias, aqui compreendidas como tevê, YouTube, jogos de videogame e redes sociais on-line.


  • Dê o exemplo: crianças se espelham no comportamento dos pais para usar o celular. Por tanto não adianta dizer “chega! Larga esse celular” se você não desgruda do aparelho nem para tomar banho.

  • Os pais que dominam melhor as diferentes mídias costumam ser mais permissivos com seus filhos no que diz respeito ao acesso e uso desses meios, esperando que o seu domínio transfira-se aos filhos. Isso não acontece. Só o acompanhamento crítico do uso das mídias pode desenvolver uma melhor literacia midiática nas crianças.

  • É responsabilidade dos pais oportunizar o acesso e gerenciar a utilização elaborando normas, restrições, orientações, supervisão ou monitoramento do uso das mídias pelas crianças.

Espero ter instigado um pouco de sua curiosidade e interesse sobre esse tema que considero muito importante e cheio de nuances para refletir. Aqui nem trouxe informações sobre o tempo de exposição de tela recomendado para crianças, outro aspecto importantíssimo para o desenvolvimento intelectual das crianças. Se quiser, você pode complementar essa leitura com o episódio “Você está on-line?” do Fale Mais Podcast.


Seus filhos estão sempre no celular? Você tem dificuldades de estabelecer limites? A psicoterapia pode ajudar nesse processo. Para haver mediação de qualidade é preciso que os pais ou responsáveis façam uma autocrítica de quanto conhecem sobre o assunto, para modelar o uso das mídias com qualidade para seus filhos e sobre tudo que estejam conscientes dos riscos inerentes ao uso da internet e em particular sobre o uso que seus filhos fazem dela.

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